Pular para o conteúdo principal

Cristo Redentor homenageia Lei Maria da Penha com iluminação

 Os oito anos de sanção da Lei Maria da Penha serão homenageados nesta quinta, com uma iluminação colorida no Cristo Redentor. O monumento ganhará a cor roxa, porque, segundo a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, ela as representa.
Durante o dia, uma performance teatral será realizada em Campo Grande, bairro de grande movimento comercial da zona oeste do Rio, e material informativo sobre a lei será distribuído pela secretaria.
A intenção é aproveitar um local de grande circulação de pessoas, o centro do bairro, que também está em uma região de grande incidência de violência doméstica, segundo a secretaria. A campanha busca estimular denúncias e divulgar o Disque 180, especializado nesse crime.
No Brasil, desde que a Lei Maria da Penha - Lei 11.340/2006 - entrou em vigor, em 22 de setembro de 2006, cerca de 700 mil processos judiciais se fundamentaram nela para promover punições, medidas de proteção e atendimentos, segundo o Conselho Nacional de Justiça.
O último Dossiê Mulher do Instituto de Segurança Pública (ISP) da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, publicado em 2013, mostra que, em 2012, as mulheres foram as principais vítimas de vários crimes de violência psicológica, moral, patrimonial e sexual.

De acordo com o relatório, as mulheres foram vítimas de 7,3% dos homicídios e 15% das tentativas de homicídios em 2012, mas sofreram 65,3% das lesões corporais dolosas, o que significou 58 mil casos de agressão física no estado. Cerca de 32 mil, 55%, foram violência doméstica e/ou familiar. Também em 2012, foram quase 5 mil estupros de mulheres registrados, 82,8% do total, e 22% deles estão ligados à violência familiar e/ou doméstica. Além disso, ocorreram mais de 55 mil ameaças 66%, sendo cerca de 51% delas violência doméstica e/ou familiar.

Notícia retirada do site:     http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/cristo-redentor-homenageia-lei-maria-da-penha-com-iluminacao,6bfa64e1811b7410VgnCLD200000b1bf46d0RCRD.html

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Com o tema ‘Igualdade para as mulheres é o progresso para todos’, ONU marca Dia da Mulher

“Acho que os homens e as mulheres são muito parecidos, porque existem tantos homens diferentes e tantas mulheres diferentes. Acho que a principal diferença entre os homens e as mulheres são as expectativas sociais que são colocadas nas mulheres e as expectativas sociais que são colocadas nos homens.” Este é um dos três depoimentos de um vídeo especial, em português e diversos outros idiomas, que a ONU e parceiros produziram para marcar o Dia Internacional da Mulher em 2014. A data é lembrado todo 8 de março. O tema deste ano é “Igualdade para as mulheres é o progresso para todos”. Os depoimentos são de mulheres de Madagascar, Irlanda e Nepal. “Homens e mulheres iguais? As mulheres são bem superiores”, diz a simpática mulher que vive no Nepal, acrescentando: “Não é verdade? Sem mulheres não há vida”. O projeto acima – do fotógrafo Yann Arthus-Bertrand – chama-se “7 Bilhões de Outros” e começou em 2003, consistindo em cerca de 6 mil entrevistas filmadas em mais de ...

Maria Quitéria

Maria Quitéria nasceu na cidade de Feira de Santana, Bahia, em 1792. Apelidada de “Joana d’Arc brasileira”, Maria Quitéria pediu ao seu pai permissão para se alistar no exército para a luta da independência brasileira. Seu pai disse não e, é claro, ela foi mesmo assim: cortou os cabelos, vestiu as roupas do cunhado, e ficou conhecida como Soldado Medeiros. Seu pai descobriu isso poucas semanas depois, mas o comandante do Batalhão de Maria não deixou que ela fosse embora por ser uma excelente soldada. Após a descoberta trocou o uniforme masculino por saias e adereços. Sua coragem em ingressar em um meio masculino chamou a atenção de outras mulheres, as quais passaram a juntar-se às tropas e formaram um grupo comandado por Quitéria. Lutou em diversas batalhas e sua bravura foi reconhecida ainda em sua época. Com a derrota das tropas portuguesas, em julho de 1823, Maria Quitéria foi promovida a cadete e reconhecida como heroína da Independência. Dom Pedro I deu a ela o título de “Ca...

Mercedes Batista

Primeira bailarina negra do Teatro Municipal , Mercedes Ignacia da Silva Krieger (1921-2014), mais conhecida como Mercedes Batista, foi empregada doméstica, trabalhou em gráfica, fábrica de chapéus para se sustentar a sustentar seu sonho de dançar. Bailarina e coreógrafa é considerada a maior precursora do balé e da dança Afro no Brasil. Nos anos 50 fundou o Ballet Folclórico Mercedes Batista. A carioca ingressou em 1940 na Escola de Danças do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e em 1947 foi selecionada como bailarina profissional. Teve de lidar com o preconceito e discriminação. Nesse mesmo período conheceu o Teatro Experimental do Negro. Em 1960, foi a carnavalesca da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, com tema sobre Quilombo dos Palmares. Em 1969, Mercedes criou, coreografou e dirigiu o espetáculo “Tropicalíssima”, apresentado em Lisboa, Portugal. Ao voltar para o Brasil, fundou o Ballet Folclórico Mercedes Baptista. Ela é tida como a principal responsável pela identida...