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Especialistas afirmam: Estudos de Gênero nas Universidades é insuficiente no Brasil

Desde instaurada a República no Brasil, em 1888, todos os presidentes eleitos foram homens. A exceção veio em 2010, na eleição de Dilma Roussef, primeira mulher a ocupar o cargo no País. Em 1951, estreava na televisão a primeira novela brasileira, mas, apenas em 2014, um beijo entre dois homens foi exibido no horário nobre da emissora de maior alcance do País. Abordar momentos históricos a partir do ponto de vista das mulheres e falar de temas atuais na sociedade, como o beijo gay, é uma forma de abordar, transversalmente, questões de gênero e sexualidade em sala de aula, em disciplinas já ensinadas aos alunos.  Mas antes mesmo de pensar em como os estudantes estão familiarizados com o assunto, é preciso avaliar se a formação do professor está adequada para tratar temas relativos ao machismo e à homofobia em sala de aula. Para a professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e integrante do Grupo de Estudos de Educação e Relação de Gêner...

STJ admite aplicação da Lei Maria da Penha em Ação Cível

No dia 12 de Fevereiro, de acordo com informações do Superior Tribunal de Justiça, a  4ª Turma do  Tribunal admitiu a aplicação de medidas protetivas em Ação Cível, sem existência de inquérito policial ou processo penal contra o agressor. As referidas medidas protetivas estão dispostas na Lei 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha De acordo com matéria do site da OAB, "para o relator do caso, ministro Luis Felipe Salomão, a agregação de caráter cível às medidas protetivas à mulher previstas na Lei Maria da Penha amplia consideravelmente a proteção das vítimas de violência doméstica, uma vez que essas medidas assumem eficácia preventiva. 'Parece claro que o intento de prevenção da violência doméstica contra a mulher pode ser perseguido com medidas judiciais de natureza não criminal, mesmo porque a resposta penal estatal só é desencadeada depois que, concretamente, o ilícito penal é cometido, muitas vezes com consequências irreversíveis, como no c...

Você NÃO está sozinha!

Atendimento jurídico GRATUITO para as mulheres que sofrem violência, em Francisco Beltrão. Atendemos de segunda à sexta - feira, das 13:30 às 17:30, sala 2, Centro de Pesquisa Marcos Henrique Broietti, anexo à Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE. Agendamento pelo telefone: (46) 3520-4861

Curta-metragem francês: A inversão de papéis entre homens e mulheres

Interessante curta francês sobre a inversão de papéis de homens e mulheres na sociedade. As cenas são tão expressivas que não é necessário saber o idioma para entender sua mensagem. Excelentes 10 minutinhos de reflexão. Veja o vídeo em: http://www.lidd.fr/lidd/9252-majorite-opprimee-quand-roles-masculins-et-feminins-sont-inverses

Fôlder Informativo sobre a Lei Maria da Penha

Apoio Educativo: oficinas e atividades com as mulheres do bairro Catelmo

Nas ultimas semanas trabalhamos com um grupo de mulheres através de palestras e oficinas, o que, aos poucos, nos aproximou de seu espaço de convivência e histórias de vida. No primeiro encontro houve uma palestra, em que apresentamos os objetivos do Projeto e dos nossos futuros encontros. Abordamos ainda a Lei Maria da Penha, os tipos de violência que ela tipifica, e como funciona as Medidas Protetivas de Urgência. Disponibilizamos para as mulheres presentes alguns materiais sobre a Lei e o contato do Projeto. No dia 06 de Novembro de 2013, foi desenvolvida a primeira oficina, denominada Ser Mulher. As ações desta oficina visavam proporcionar um momento de autovalorização e autoestima da mulher. Contamos com a parceria da ONTOP - Academia de Beleza, para a participação dos cabeleireiros e maquiadores, e de representares do curso de Estética da Unipar, Universidade Paranaense, para o design de sobrancelhas.  Na segunda oficina, do dia 13 d...

A importância da tipificação do feminicídio

Durante a década de 2000, mais de 43 mil mulheres foram assassinadas no país, 41% delas mortas em ambiente doméstico, muitas pelos próprios companheiros ou ex-parceiros, em quem depositavam ou haviam depositado confiança e amor. São 12 mulheres mortas todos os dias, 5 delas dentro de suas próprias casas. O índice de assassinatos de mulheres no Brasil passou de 2,3 mortes por 100 mil mulheres, em 1980, para 4,6 por 100 mil, em 2010. Em muitos casos as mulheres foram mortas pelo simples fato de serem mulheres, agredidas pelos companheiros, violentadas sexualmente, desfiguradas, torturadas – são os chamados feminicídios, a forma extrema de violência contra as mulheres. A tradução desses números em casos concretos é ainda mais chocante. Na última semana, dois casos, separados por uma década, mas ligados pela violência, ganharam destaque. Em 2003, o cirurgião Farah Jorge Farah assassinou e esquartejou Maria do Carmo Alves, paciente com quem havia se relacionado. Dez anos depois, in...