Maria Quitéria nasceu na cidade de Feira
de Santana, Bahia, em 1792. Apelidada de “Joana d’Arc brasileira”, Maria
Quitéria pediu ao seu pai permissão para se alistar no exército para a luta da
independência brasileira. Seu pai disse não e, é claro, ela foi mesmo assim:
cortou os cabelos, vestiu as roupas do cunhado, e ficou conhecida como Soldado
Medeiros. Seu pai descobriu isso poucas semanas depois, mas o comandante do
Batalhão de Maria não deixou que ela fosse embora por ser uma excelente
soldada. Após a descoberta trocou o uniforme masculino por saias e adereços.
Sua coragem em ingressar em um meio masculino chamou a atenção de outras
mulheres, as quais passaram a juntar-se às tropas e formaram um grupo comandado
por Quitéria. Lutou em diversas batalhas e sua bravura foi reconhecida ainda em
sua época. Com a derrota das tropas portuguesas, em julho de 1823, Maria
Quitéria foi promovida a cadete e reconhecida como heroína da Independência.
Dom Pedro I deu a ela o título de “Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro”. Faleceu
em 1853 em Salvador. Em 1953, no aniversário de 100 anos de sua morte, o
governo brasileiro decretou que seu retrato estivesse presente em todos as
repartições e unidades do Exército.
“Acho que os homens e as mulheres são muito parecidos, porque existem tantos homens diferentes e tantas mulheres diferentes. Acho que a principal diferença entre os homens e as mulheres são as expectativas sociais que são colocadas nas mulheres e as expectativas sociais que são colocadas nos homens.” Este é um dos três depoimentos de um vídeo especial, em português e diversos outros idiomas, que a ONU e parceiros produziram para marcar o Dia Internacional da Mulher em 2014. A data é lembrado todo 8 de março. O tema deste ano é “Igualdade para as mulheres é o progresso para todos”. Os depoimentos são de mulheres de Madagascar, Irlanda e Nepal. “Homens e mulheres iguais? As mulheres são bem superiores”, diz a simpática mulher que vive no Nepal, acrescentando: “Não é verdade? Sem mulheres não há vida”. O projeto acima – do fotógrafo Yann Arthus-Bertrand – chama-se “7 Bilhões de Outros” e começou em 2003, consistindo em cerca de 6 mil entrevistas filmadas em mais de ...

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